terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Comentário inicial sobre Spinoza.

Uma pretensão de desnudar uma das mentes mais lúcidas da filosofia, mas tenho comigo um argumento interessante.

A Ética, livro de Espinoza , o qual comuniquei anteriormente algumas indagações a respeito da imanência, reflito então que a maneira com que Espinoza enlaça sua teoria, são na verdade conceitos que vão se potencializando, por isso ele designa pela ordem matemática, pois, todos tem ligações, a formulação de cada parte , remete a argumentos anteriores, numa relação próxima ao que denominamos processo histórico, para que assim desta maneira haja exatidão da preposição, ou seja, para sua potência efetiva. A interpretação é na verdade uma "vitamina" dos conceitos, este fortalecimento gera uma força que se isolar qualquer preposição de sua definição antecedente se torna vazia. Assim a ética é a potência da vida em devir. Seria muito próximo ao *sujeito epistêmico de Jean Piaget, pois se um homem ou uma mulher se isolar, fatalmente não terá continuidade.

Um Exemplo seria o conceito de Corpo, que outrora rejeitado por explicações imaginárias ou metafóricas da religião se deteriorava mas que com  a ciência seu conceito se potencializou, não é atoa que vivemos muitos anos a mais do que séculos passados. Isso é a potência em devir da interpretação, pois, a interpretação de um conceito não anula sua verdade, e sim o potencializa na procedência de sua análise, o significante é a ligação para o conceito não se fechar. Por que a vida é a mesma potência, a infinitude da natureza. Desta forma  a Geometria daria uma sequência com coerência em perspectiva, para que a iluminação das coerências não decaia, em certo sentido, no que se diz respeito a construção de cada entidade humana e suas obras...nada é por que tal e tal elemento se combinou , no nosso caso, mas sim por que nós assim fazemos e fazemos sempre com construtivismo no argumento e não argumentos meramente postos sem que um não seja "ligado" ao outro ou que não nasça de um mesmo aspecto que cria a possibilidade adiante.

A relação com o objeto de entendimento é a construção do conhecimento no ser biológico.


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